Esta brincadeira é de fácil interaçõ junto as crianças, mas é preciso tomar um certo cuidado no momento em que se empurra o colega da frente, para que este ato não chegue a machucar. Sai, sai tainha...Saia da Lagoa, é bastante sugestiva para a região de Florianópolis, pois a tainha está existente em nossa cultura. E, esta cultura também reflete nas brincadeiras, porque como diz Sarmento “A cultura de pares permite às crianças apropriar, reinventar e reproduzir o mundo que as rodeia, numa relação de convivência que permite exorcizar medos, construir fantasias e representar cenas do cotidiano [...] (SARMENTO, Manoel Jacinto. Imaginário e Culturas da Infância.pág. 11), Pode-se adaptar esta brincadeira, falando de outros tipos de animais ou coisas que se relacione com o seu meio.
O grupo se apresentou muito bem, mostrando total entendimeno e desprendimento, tornando a brincadeira bastante agradável e divertida.
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Sai, sai tainha... Saia da Lagoa
A brincadeira:
Organização da brincadeira:
Breve reflexão:
Referências Bibliográficas:
Forma de brincar: Durante a brincadeira, ao invés de ficar em fila, todos fazem uma roda e apenas uma pessoa faz o papel da Piava. Enquanto todos cantam e batem palmas, a piava vai circulando a roda pela parte de dentro e, quando a música mandar, escolhe uma única pessoa para por a mão na cabeça, na cintura e dar um abraço.
"Sai, sai tainha
Sai, sai tainha
Saia da lagoa
Sai, sai tainha
Sai, sai tainha
Saia da lagoa
Põe uma mão na cabeça
A outra na cintura
Da um remelexo no corpo
E põe a tainha para rua!!"

Sai, sai tainha
Saia da lagoa
Sai, sai tainha
Sai, sai tainha
Saia da lagoa
Põe uma mão na cabeça
A outra na cintura
Da um remelexo no corpo
E põe a tainha para rua!!"
Organização da brincadeira:
O grupo andará em fila cantarolando a música e seguindo suas instruções, com diversão, animação e interação. Onde pede que coloque a mão na cabeça e na cintura, coloca-se a mão no corpo da pessoa que está à frente. Ao cantar "põe a tainha para a rua" faz-se o movimento como se tivesse jogando ou empurrando o colega que está a frente para a rua - para frente - e o que está no inicio da fila (que não empurra ninguém) faz o papel de tainha e vai para a "rua". Este que estava à frente vai para o fim da fila e a brincadeira recomeça.
Breve reflexão:
As brincadeiras cantadas são formas elementares de se trabalhar o desenvolvimento cognitivo, afetivo e motor das crianças, contribui também para a formação da personalidade do ser humano. É uma atividade completa de grande valor educativo, onde a criança se envolve integralmente. A dança e a música na educação infantil formam uma dupla indispensável para o desenvolvimento da criança e contribui para o desenvolvimento rítmico, corporal, da lateralidade, respiração, percepção visual, auditiva, ajuda também a desenvolver a organização temporal e espacial.
“Valorizar as atividades rítmicas significa oferecer a oportunidade de vivências motoras, atendendo as necessidades biológicas, psicológicas e sócio-motoras do praticante, sendo necessárias à formação geral do ser humano, proporcionando o cultivo da sensibilidade” (NEGRINE & GAUER, 1990 citado por VARGAS, 2007).
As brincadeiras cantadas são apresentadas de acordo com o desenvolvimento e a maturidade da criança, brincando de roda exercita o raciocínio e a memória, estimula o gosto pelo canto e desenvolve o corpo. As atividades devem ser realizadas de forma lúdica, respeitando o nível de compreensão das crianças.
“As crianças brincam das mesmas coisas em idades diferentes, mas elas brincam de formas diferentes.” (Leontiev, Alex N. 1998. 142 p.)
A brincadeira cantada é também um momento de socialização. Ao brincar em grupo a criança é levada a agir, posicionar-se, estabelecendo relações com os demais, livre da intervenção direta do adulto. As crianças são heterogenias, cada criança possui uma forma de ser e agir de acordo com suas peculiaridades.
A variação das condições sociais em que vivem as crianças são o principal factor de heterogeneidade. Para além das diferenças individuais, as crianças distribuem-se na estrutura social segundo a classe social, a etnia a que pertencem, o gênero e a cultura. (SARMENTO e PINTO, 1997 - p. 22)
O brincar faz parte da cultura das crianças, como forma de representação e interação com o mundo em que vivem e, como elemento significativo a elas, é importante a valorização por parte dos adultos das brincadeiras tradicionais e típicas de determinadas regiões. A brincadeira que escolhemos traz este recorte cultural, pois é uma brincadeira na qual esta explicita uma relação com a lagoa e a pesca típica da região litorânea, em específico de Florianópolis.
Referências Bibliográficas:
SARMENTO, Manuel J.; PINTO, Manuel. As crianças e a infância: definindo conceitos, delimitando o campo. In:_____. As crianças: contextos e identidades. Porto: Universidade do Porto, Centro de Estudos da Criança, 1997. p. 9-30.
LEONTIEV, Alex N. Os princípios psicológicos da brincadeira pré-escolar. In: VIGOTISKI, Lev S, at al. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. Trad. Maria da Penha Villalobos. São Pulo: Ícone/USP, 1988.
VARGAS, Lisete A. M. Escola em dança: movimento, expressão e arte. Porto alegre: Mediação, 2007.
LEONTIEV, Alex N. Os princípios psicológicos da brincadeira pré-escolar. In: VIGOTISKI, Lev S, at al. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. Trad. Maria da Penha Villalobos. São Pulo: Ícone/USP, 1988.
VARGAS, Lisete A. M. Escola em dança: movimento, expressão e arte. Porto alegre: Mediação, 2007.
Durante a conversa após a brincadeira proposta uma de nossa companheiras de turma nos contou que sabia uma variação dela, também nos ensinou a brincá-la. A registramos a seguir:
Sai, sai Piava
Sai, sai Piava
Saia da Lagoa!
Sai, sai Piava
Sai, sai Piava
Saia da Lagoa!
Põe uma mão na cabeça
a outra na cintura
dá um remelexo no corpo
e dá um abraço no outro!
Forma de brincar: Durante a brincadeira, ao invés de ficar em fila, todos fazem uma roda e apenas uma pessoa faz o papel da Piava. Enquanto todos cantam e batem palmas, a piava vai circulando a roda pela parte de dentro e, quando a música mandar, escolhe uma única pessoa para por a mão na cabeça, na cintura e dar um abraço.
Grupo: Cristina, Bruna, Keila e Jimena
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