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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Macaco preto.

Vamos descrever as brincadeiras que foram apresentadas no dia 27 de setembro.

Macaco preto.

Formação: Um aluno no centro. Delimita-se um espaço que pode ser uma quadra de futebol. Uma criança fica no centro e os demais em uma das linhas de fundo.

Desenvolvimento: a criança do centro delega várias cores ao macaco, como por exemplo, macaco verde, macaco azul e ao falar macaco preto, as crianças deverão correr até a linha de fundo do outro lado, quem for pego pela criança do centro, ajudará a pegar as demais.

Está brincadeira pode ser modificada, trabalhando diferentes temáticas como, por exemplo, os animais, identidade, os gostos de cada um, frutas entre outros.

Pode-se brincar assim: a criança que está no centro, no lugar de falar macaco preto, fala uma outra característica, como quem usa brinco, por exemplo e a criança com esta característica se desloca para o outro lado.

Chaca, Chaca, Ugaga.

Formação: Todos em pé formando uma roda com um integrante no centro, sendo que um integrante vai até o centro da roda cantando a seguinte música:

Chaca, Chaca, Ugaga, Ugaga, Ugaga (2x)

Eu quero você pra mim (2x)

Tum, tum, tum, tum, tum (2x)

Desenvolvimento: o aluno que iniciar, irá sair cantando, dançando e batendo palmas dentro da roda, enquanto todos estarão batendo palmas e cantando também. No momento da música em que diz: eu quero você pra mim, deverá escolher um colega e parar em frente à ele e apontar para o colega e para si rapidamente. No momento da música que diz: Tum, tum, tum, tum, tum, o aluno deverá fechar as mãos em forma de soco e tocar nas mãos do colega escolhido no ritmo da música. Logo após, o aluno escolhido vai para o centro junto com o aluno que iniciou a atividade e fará tudo novamente, mas escolherá outro colega para parar na frente e assim a atividade se desenvolve, como um bola de neve e acaba quando todos estiverem dentro da roda.

EPO ETA TA EIRA.

Formação: Todos em círculo e sentados.

Desenvolvimento: Cada parta da música corresponde a um movimento diferente, podendo sofre diversas variações.

A epo – bater nas pernas.

ETA ta – bater palmas

Eira – estralar os dedos.

Tuc tuc – mãos em soquinhos na cabeça.

Música: Aepo etata eira

Aepo etata eira

Aepo etata

Aepo e tuc tuc epo

E tuc tuc eira

Bate mão.

Todos em círculo com as mãos no chão entrecruzadas com os colegas ao lado. Ao sinal do professor um integrante bate a mão e os demais devem seguir a sequência, caso alguém se esqueça de bater ou bata mais de uma vez, muda-se o sentido e a pessoa sai da brincadeira.

Sem C e S.

Uma criança escolhe um tema e a criança do lado fala uma palavra referente ao tema, porém não pode começar sem com a letra C nem com a letra S.

Obs: as brincadeiras aqui apresentadas podem sofrer algumas alterações, de acordo com o interesse da turma e do professor.


Um pouco mais das brincadeiras...

O campo da psicologia mostra que as brincadeiras auxiliam as crianças no desenvolvimento da atenção, memória, concentração, além da compreensão de regras e papéis sociais.

Vigotsky, em seus textos defende a importância do brincar, já que para ele a brincadeira vai criar o espaço para a cognição acontecer, por isso a brincadeira é coisa séria e deve fazer parte da vida da criança, não como simples distração, mas sim como um momento de grande aprendizagem para ela.

Devemos olhar a brincadeira como parte significativa da aprendizagem, porque para a criança é um instrumento de apropriação do mundo e porque não dizer de culturas.

A brincadeira do Macaco Preto proporciona para a criança o movimento, a interação e a comunicação com seus pares, além de trabalhar o desenvolvimento psíquico, como a atenção e a concentração.

Podemos notar como uma brincadeira proporciona múltiplas formas de aprendizagem. A brincadeira do Macaco Preto pode ser adaptada conforme o espaço e as preferências do grupo. Dentro das variações de adaptação da brincadeira também pode-se trabalhar com a questão da identidade, inclusive perceber como que as crianças se reconhecem, suas singularidades e percepção.

Bibliografia.

Brougère, Gilles. Brinquedo e Cultura. Coleção: Questões da nossa época. 2ª edição. Editora Cortez. São Paulo, 1997.

 
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